mostrou a relação sexual entre os personagens André e Tolentino
O capítulo desta terça-feira de Liberdade, liberdade fez história na teledramaturgia brasileira. Foi ao ar a primeira cena de sexo entre dois homens no gênero televisivo. Os atores Caio Blat e Ricardo Pereira estrelaram o momento. Com delicadeza e sem sexo explícito, a cena mostrou nu traseiro, troca de carícias, beijos e abraços. No momento, André visita Tolentino para consolá-lo, por ter sido humilhado pelo intendente Rubião (Mateus Solano) devido à fuga de Mão de Luva. "Meu único amigo é você, André. Um homem sensível. São coisas que a vida nos reserva", diz Tolentino. "Você disse que todos nós temos uma segunda natureza, que às vezes permanece oculta", complementa. "Mas não para sempre", responde André. É quando eles se beijam após longos encontros e desencontros, tiram as roupas, se abraçam, deitam...
A expectativa para a primeira cena gay da teledramaturgia brasileira movimentou a internet e a audiência de Liberdade, liberdade. No capítulo de segunda-feira, a novela de Mário Teixeira registrou média de 26,6 pontos em São Paulo, a maior audiência desde a estreia. Os bastidores da cena foram marcados por emoção. A entrega dos atores Caio Blat e Ricardo Pereira contribuíram para isso. O diretor Vinicius Coimbra optou por restringir o número de pessoas da equipe no set de filmagens, prática adotada em cenas delicadas ou momentos decisivos de produções. A gravação durou duas horas e teve o aval do diretor de Teledramaturgia da Globo, Silvio de Abreu, no processo de edição.
Assim que a Globo anunciou a cena, internautas conservadores criaram campanha de boicote à cena, o que gerou fortes posicionamentos do elenco, autor e diretor da novela. "O amor que existe ali é lindo e traz muito do que a novela defende: a luta contra o preconceito, contra a intolerância e pela igualdade entre todas as pessoas", defendeu Ricardo Tolentino. O ator Mateus Solano também se posicionou: "Amor x Igreja... Até quando?".
Nos capítulos seguintes
Tolentino trairá André ao ser pressionado por Rubião (Mateus Solano). Gironda (Hanna Romanazzi) denunciará a relação de André com Tolentino. O coronel se arrependerá da relação sexual, e passará a viver com Gironda. "Vi um homem com outro. Um efeminado, um fanchono! Cometendo um crime! O pecado da pederastia! Tendo relac%u0327o%u0303es", acusa a personagem. Na época, a homossexualidade era considerada crime, passível de enforcamento. André acaba condenado a forca. Para salvá-lo, Tolentino matará Gironda, já que a morte do fidalgo depende do desaparecimento da prostituta.
Fonte: Diario de Pernambuco
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